Timpanos
Músicos


em breve

 

 




Os tímpanos (sempre no plural por serem tradicionalmente tocados com um mínimo de dois tambores) são um instrumento musical depercussão. Seu uso mais comum é na orquestra, embora tenha presença marcante no jazz e em bandas sinfônicas, além de proporcionar efeitos de sonoplastia.


Sua evolução na música européia vai desde o par central barroco (sem pedal e com pele animal) ao quinteto moderno do século XX. Mas, há músicas em que um só timpanista utiliza mais de cinco tímpanos, além de músicas que necessitam mais de um executante como aSinfonia Fantástica, de Berlioz. Ao contrário da maioria dos instrumentos de percussão, que são orquestrados pela clave própria (clave de percussão), os tímpanos obedecem à escala da clave de fá.


Os timbales actuais resultaram da evolução do seu antepassado originário do Oeste Asiático. Terá sido cerca do séc. XII A. C., na Mesopotâmia, que surgiram os primeiros tambores com ressoador de forma hemisférica ou ovóide – Naghareh – utilizados aos pares, com cerca de 20 a 25 cm de diâmetro.

Na época das Cruzadas, por volta do séc. XIII, chegaram à Europa alguns exemplares destes tambores que foram adoptados para fins militares e mais tarde em procissões ou danças.

Em meados do séc. XV, disseminaram-se pela Europa tambores de maiores dimensões, por vezes montados aos pares em cavalos, utilizados em fanfarras ao ar livre em conjunto com trompetes e outros instrumentos de sopro. Mas apesar de se ter então tornado um instrumento banal nas várias cortes da Europa, só em 1675 foi utilizado pela primeira vez na orquestra, na ópera Thérèse de Jean Baptiste Lully, compositor francês. Nessa época o instrumento estava já munido de parafusos de tensão no aro, que esticando-a ou relaxando-a regulavam a afinação.


No período Barroco, a ligação dos timbales aos trompetes não se perdeu e, salvo raras excepções a escrita é homofónica para esses instrumentos. Tal deve-se ao facto de os timbales serem afinados um na tónica e outro na dominante (uma 4ª abaixo), e os trompetes, então sem pistões, só poderem emitir notas da série do harmónicos. Assim este conjunto da orquestra limitava-se a vincar os acordes da tónica e da dominante ou a salientar configurações rítmicas características. No entanto, algumas obras Barrocas dão papel de destaque aos timbales, então executados com baquetas com cabeça de madeira, tais como a Ode para o Dia de Sta. Cecília de Haendel.


No período clássico os timbales foram intensamente utilizados, e a partir do séc. XVIII, com a melhoria da qualidade das membranas, a afinação conseguia-se fazer varia numa quinta, obtendo-se o intervalo de oitava como acontece na 8ª e 9ª sinfonias de Beethoven. No século XIX, como resultado da necessidade de simplificar a variação da afinação dos timbales, surgiram novos sistemas de variação da tensão da pele: - timbales que rodavam sobre o próprio eixo, variando a afinação; - na década de 1870 na Alemanha, C. Pittrich inventou o sistema de pedal para a variação da afinação, actualmente utilizado, que se baseia na centralização da força de tensão num parafuso accionado pelo pedal. Este sistema permite a variação rápida da altura do som emitido e a execução do glissando, muito explorado na música contemporânea.